quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Autores e as bibliotecas

"Mas leio, leio. Em filosofias
tropeço e caio, cavalgo de novo
meu verde livro, em cavalarias
me perco, medievo; em contos, poemas
me vejo viver. Como te devoro,
verde pastagem. Ou antes carruagem
de fugir de mim e me trazer de volta
à casa a qualquer hora num fechar
de páginas?
Tudo que sei é ela que me ensina.
O que saberei, o que não saberei nunca,
está na Biblioteca em verde murmúrio
de flauta-percalina eternamente."

(ANDRADE, 1983, p. 129-130).
 
ANDRADE, Carlos Drummond de. Biblioteca Verde. In ____. Menino antigo (Boitempo – II). Rio de Janeiro: Sabiá; José Olympio; Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1983.

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