sábado, 1 de outubro de 2011

A Biblioteca sem informação! Vamos estimular o tédio?


Webjornais, blogs, redes sociais (diversas, com as mais diferentes funções), email. No computador de casa, do trabalho, no smartphone, no tablet. E mais, livros, revistas, jornais… ufa! Não, não estamos com excesso de informação ou mesmo explosão informacional (ou veremos um big bang a cada ano), mas temos a abundância informacional, o que nos leva a termos a informação praticamente sob medida para cada grupo social, para cada indivíduo nos dias de hoje. Mas não sabemos filtrar e ao lidar com a falta de filtro podemos sair em busca de informação num ambiente repleto delas. A isto soma-se o acesso que está em todo lugar (na palma da mão como diria a cigana), fazendo a informação nos rodear em no quarto, na sala, na rua, no ônibus, no metrô… no banheiro! Sim, agora podemos falar em excesso de informação, em explosão informacional, mas no universo individual.
Ocorre que a informação não mudou só de suporte, mas em formato. Não são apenas romances, notícias do quotidiano, a ciência, mas a vida de nossos amigos, a própria cidade por geolocalização e dicas dos que tiveram presentes nos locais em jogos, e como se não bastasse o produzir informação vem sendo incentivado ao extremo, transformando a própria vida num jogo (como no caso do Foursquare e similares) onde você produz informação sobre todo o lugar em que está para ganhar uma medalhinha virtual.
A ideia ainda é levar a informação para a nuvem, acabar com os limites de produção e acesso anteriormente impostos pelo hardware. Quem sabe um dia não vá cair um temporal informacional do céu.
Sim, o cenário é complexo e estamos nos viciando, nos tornando zumbis informacionais e quando pensamos em biblioteca o que nos vem a mente? Informação!
Eis um trecho da fantástica entrevista de Genevieve Bell, antropóloga e diretora de Interação e Experiência nos Intel Labs, concedida ao Jornal carioca O Globo no último dia 18.
Mas o fato é que nós, que estamos enfronhados nesse meio high-tech, raramente clicamos no botão de “desliga” para nos entregar a momentos de tédio. E as indústrias da tecnologia e do entretenimento continuamente se dedicam a pôr o tédio para baixo do tapete, escondendo-o de nós como se fosse vergonhoso ou nocivo se entediar.[...]

Fonte: Bibliotecno

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