sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dica de livro


O frio está começando a se despedir aqui do Sul, para tristeza de uns e alegrias de outros. E pensando em calor... chega até o SEBP uma doação de dar água na boca, bem temperada! 
A cozinha praiana da Bahia (2. ed., rev., ampl.), de Guilherme Radel, além das receitas, traz lindas fotografias da culinária baiana. Os dois exemplares recebidos por doação do próprio autor serão encaminhados à Biblioteca Pública do Estado. Fica aqui uma das receitas incluídas na 2. ed.


Torta de Sururu (08 pessoas)

1Kg de sururu aferventado, sem as conchas
02 cebolas picadas
01 tomate batido
02 dentes de alho picados
1/2 molho de coentro picado
1/2 copo de camarão seco moído
08 ovos
01 xícara de leite de coco
07 colheres de azeite de oliva
02 colheres de vinagre
03 colheres de farinha de trigo
pimenta-do-reino
sal


  • Pré-aquela o forno a 200º
  • Ponha numa frigideira o tomate, o alho,o coentro, o camarão seco, duas pitadas de pimenta-do-reino e sal. Refogue bem o conjunto.
  • Adicione ao refogado os sururus aferventados, o vinagre e o leite de coco. Mexa bem o conjunto e prove o sal.
  • Deixe o conjunto cozinhar até reduzir o molho (caldo)
  • Quebre os ovos separando as gemas das claras. Bata a clara dos ovos, com uma pitada de sal, até ficar em neve dura. Misture as gemas com as claras batidas, mexendo sem bater. Adicione-lhes a farinha de trigo, mexendo.
  • Junte o refogado dos sururus 1/3 da massa de ovos batidos, mexendo bem.
  • Baixe o lume para fogo brando e deixe o conjunto cozinhar por mais 10 minutos.
  • Unte outra frigideira, alta, com 3 colheres de azeite de oliva. Deixe a frigideira esquentar e ponha nela o refogado do sururu, coroando-o com os 2/3 dos ovos batidos restantes. Enfeite a superfície com rodelas de cebola, de tomate e de pimentão.
  • Leve a frigideira ao forno pré-aquecido e espere a superfície dourar.
As frigideiras baianas podem ser servidas frias, mas esta torta deve ser servida quente. A torta de sururu, alagoana, e a torta capixaba são primas das frigideiras baianas. Nasceram da necessidade de substituir a farinha de trigo nas empanadas, substituindo-a por ovos batidos. A torta de sururu conseguiu penetrar nas praias do nordeste da Bahia pela abundância de sururu nos seus manguezais próximos. (p. VII)



Obras do autor no acervo da Biblioteca acesse aqui.


REFERÊNCIA:
RADEL, Guilherme. A cozinha praiana da Bahia. 2. ed. rev. Salvador : [s.n], 2011. 

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