domingo, 28 de agosto de 2011

O papel político da Biblioteca Pública


Autor: Sérgio Mangas - Responsável pela Biblioteca Municipal de Figueiró dos Vinhos, Portugal.

"Ao longo dos anos as bibliotecas públicas têm vindo a assumir vários papéis. Estes vão desde a biblioteca-memória, preocupada basicamente em conservar o património escrito para as gerações futuras, à biblioteca-estudo, suporte da vida académica e escolar, ou à biblioteca-lazer, ocupada em múltiplas actividades de animação com o propósito de incutir o gosto pela leitura, para chegar a outros papéis mais actuais. Papéis esses que exigem, actualmente, às bibliotecas e aos bibliotecários que as dirigem respostas concretas face aos novos desafios e necessidades de informação das pessoas. Hoje precisamos de uma biblioteca-cidadão. Esta nova biblioteca, que tarda em chegar a Portugal, deve-se constituir como instrumento de transformação social. Vejam-se os exemplos dos Parques Biblioteca de Medellín, na Colômbia, ou da Biblioteca de Santiago, no Chile, casos de estudo excepcionais que apontam caminhos verdadeiramente inovadores e progressistas para as demais bibliotecas públicas.
É certo que a existência desta biblioteca-cidadão exige novas competências e outro perfil profissional. Mas exige, sobretudo, que os bibliotecários abandonem a falsa neutralidade que reclamam e se comprometam na formação e desenvolvimento da cidadania, o que supõe a defesa de um modelo sociedade menos desigual e corrupta. Neste sentido, o papel político surge como algo de essencial e que encontra sustentação nos principais objectivos que são internacionalmente atribuídos às bibliotecas públicas, a saber: a promoção da leitura, o acesso local à informação e a defesa da liberdade intelectual."[...]
Fonte: Noticia BAD. Data: 25/08/2011.

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